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Apresentamos a Rita Sevilha, mestre do Weaving. Desenhar, pintar e criar sempre fizeram parte dos seus dias e foi no Verão de 2014 que redescobriu os teares de madeira feitos pelo avô materno, levou-os para casa e até hoje, nunca mais parou!

ENTREVISTA

1-Fala-nos um pouco do teu background e de como é que surgiu o weaving no teu percurso?

Desenhar, pintar e criar sempre fizeram parte dos meus dias desde que me lembro. O primeiro desenho que guardo e que tenho memória como perceptível, foi feito aos 4 anos. De uma forma natural, segui Artes e licenciei-me em Arquitectura. Contudo, sempre tive um fraquinho pelo lado artesanal, pelas origens, pelo lado rudimentar e simples como se fazia antigamente – e ainda que muito menos, ainda hoje um pouco por todo o mundo -, e principalmente por contextualizar tudo isso de uma forma contemporânea. O primeiro contacto com os têxteis foi no 5º e 6º ano e na altura adorei. No Verão de 2014 redescobri os teares de madeira feitos pelo meu avô materno para essas aulas, levei-os para casa e até hoje, nunca mais parei!

2- Sempre existiu em ti um interesse pelo têxtil?

Sempre existiu em mim um gosto pelo universo têxtil, mas acho que não tão direccionado para a tecelagem e tapeçaria. Sempre gostei de fios, de processos artesanais, de aprender a fazer, de peças tradicionais e étnicas e de têxteis bonitos principalmente os que são feitos à mão. Mas este interesse por fazer, criar, aprender e explorar foi crescendo de uma forma mais focada desde esse Verão.

3- As imagens que povoam o teu Instagram documentam uma dedicação ao weaving… É um amor a tempo inteiro?

Eu acho que sim…Porque não consigo desligar. Mesmo quando estou a fazer outras coisas, parece que tenho sempre uma antena ligada para esse universo. Seja porque tive uma ideia ou porque vi alguma coisa interessante e isso pode acontecer a ver um filme, numa ida à praia ou num passeio em família. Acho que quando se gosta muito de uma coisa é assim, não é?

4- Descreve a tua plasticidade… Mais orientada para o orgânico, natural?

Acho que a minha plasticidade é um reflexo de mim e das minhas vivências. Quase sempre vivi perto do mar, em envolventes mais naturais e fora de centros urbanos. A minha palete de cores e de materiais reflecte muito isso. Sou uma pessoa simples, gosto de contrastes e de tons pastel, terra e mais orgânicos (se é que isto se pode dizer) mas adoro brilhos. Tudo o que é muito colorido tenho uma dificuldade enorme em utilizar, porque para além de não me identificar acho que nem sei combinar bem. Gosto muito de misturar o delicado com o rude, e acredito que tanto na vida como no meu trabalho, a beleza das coisas está na simplicidade e é isso que procuro sempre alcançar.

5- Qual o modelo Eletta eleito?

Escolhi o Eletta City Silver porque é o que tem mais a ver comigo. É clássico mas contemporâneo, simples mas não aborrecido e tem os tons naturais que para além de bonitos, são uma base perfeita para combinar com tudo.